Centro Educatis

Linhas orientadoras


"Defenderei que os programas de formação têm de desenvolver três “famílias de competências” – Saber relacionar e saber relacionar-se, saber organizar e saber organizar-se, saber analisar e saber analisar-se – que são essenciais para que os professores se situem no novo espaço público da educação. Na sua definição, utilizo as formas transitivas e pronominais dos verbos, para sublinhar que os professores são, ao mesmo tempo, objetos e sujeitos da formação. É no trabalho individual e coletivo de reflexão que eles encontrarão os meios necessários ao desenvolvimento profissional (Nóvoa, 2002, p.254)."


Num tempo marcado pela mudança de paradigmas, falar de educação e de formação reporta-nos para um espaço de reflexão sobre novas modalidades de organização das escolas e da profissão docente. A complexidade dos atos de ensinar e de aprender, os sentidos do trabalho escolar e do trabalho profissional levam-nos a considerar que a educação não se esgota no espaço-tempo da sala de aula, mas antes se projeta numa multiplicidade de lugares e ocasiões de formação. Consequentemente, uma nova relação com o saber e a valorização do conhecimento obriga a uma organização do trabalho profissional, assumindo-se a escola como espaço de aprendizagem interpares, de troca, de partilha de experiências e de saberes, no sentido do desenvolvimento das competências individuais e coletivas dos professores.


A formação centrada nas escolas e nas suas prioridades educativas não é em si uma novidade. No Regime Jurídico da Formação Contínua – Decreto-Lei n.º 249/92, de 9 de novembro e posteriores alterações, estabelece-se esta relação entre a formação de professores, a melhoria dos resultados escolares dos alunos e o desenvolvimento das escolas. Aumentar o impacto da formação dos docentes e não-docentes na qualidade das escolas e na melhoria das aprendizagens dos alunos representam os grandes objetivos do Centro Educatis. Para tal avançamos com três grandes linhas orientadoras da nossa ação:


Trabalho de equipa - gestão organizacional e pedagógica do centro de formação;

Formação centrada na escola – trabalho em colaboração e colegialidade entre o centro de formação e as escolas associadas;

Qualidade da formação e dos formadores – cultura de avaliação dos processos e dos resultados da formação.

 

Nóvoa, A. (2002). O Espaço Público da Educação: Imagens, Narrativas e Dilemas. In Espaços de Educação Tempos de Formação. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, pp. 237-263.



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DIVERSIDADE, EDUCAÇÃO E CIDADANIA: O TEMPO DA CRIANÇA

O Instituto de Educação da Universidade de Lisboa organiza anualmente o Seminário Diversidade, Educação e Cidadania (DEC) de modo a promover a problematização e o debate de um tema tão relevante na sociedade atual, para isso envolvendo investigadores, educadores e outros profissionais interessados. Na quarta edição, o DEC 2018 foca-se no Tempo da Criança. Pretende-se analisar e compreender o tempo das crianças nas escolas, em casa, nos bairros, na rua, nos espaços culturais e de lazer, a partir de uma abordagem transdisciplinar e complexa que apela às várias ciências sociais e humanidades. No horizonte está uma maior conscientização da ação educativa, na qual seja central o direito da criança a um desenvolvimento integrado e harmonioso.


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3.º ENCONTRO POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO ESCOLAR: TRAJETÓRIAS DE AUTONOMIA E DESCENTRALIZAÇÃO

A autonomia das escolas e a descentralização da educação para as autarquias locais continuam um tema central da agenda educativa. Este ano assinalam-se 20 anos da publicação Decreto-Lei nº. 115-A/98 de 4 de maio e 10 anos da publicação do Decreto-Lei nº. 75/ 2008, que aprovaram os regimes de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos de ensino, e anunciam-se reconfigurações do sistema educativo com a reforçada transferência de competências para as autarquias locais. Este encontro visa fazer uma reflexão e debate sobre as políticas públicas de autonomia escolar e da descentralização, das alterações que produziram e as expectativas que criaram e que geram. O encontro colocará no centro de discussão estas matérias, com convidados da academia, das escolas e das autarquias. O encontro é uma organização conjunta do grupo de investigação de Política e Administração Educacional do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e do Fórum Português de Administração Educacional e destina-se aos diversos grupos de profissionais envolvidos no setor da educação e a todos os interessados em políticas públicas e gestão escolar.


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IV Encontro “SLIA – Supervisão, Lideranças e Avaliação: os desafios atuais da gestão do cur

Gerir o currículo implica fazer opções e definir prioridades que deem sentido às escolas e aos seus projetos com o propósito de melhorar as aprendizagens dos alunos. Partindo de um olhar integrado da gestão curricular como atividade complexa, socialmente situada, propomo-nos equacionar como é que na sua produção se interligam as práticas de supervisão, de liderança e de avaliação. Assim, o IV Encontro SLIA coloca no centro da reflexão os desafios da gestão do currículo às práticas de supervisão, de liderança e de avaliação.


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